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  Famalicão e a Fundação Cupertino de Miranda conseguiram já um lugar de relevo no mundo da Arte Contemporânea portuguesa. É agora o momento da sua consagração e projecção definitiva nacional e internacionalmente através do CES – Centro de Estudos do Surrealismo.
O Surrealismo português, tónica forte do espólio artístico da Fundação, através de uma parceria com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, vai ter um espaço próprio. O CES, a implantar num edifício e exterior ao da Fundação, será dotado de obras de arte – pintura, escultura, fotografia, etc. – bibliografia, manuscritos e outros alusivos a esta corrente artística.
Teve por base uma primeira doação do seu anterior presidente, Engº João Carlos Sobral Meireles, de um núcleo interessante de obras surrealistas portuguesas. Foi também adquirida (por doação e aquisição) a importante colecção de Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, Eurico Gonçalves e Fernando Lemos. Edita, desde o ano em que foi criado – 2000, os Cadernos do Centro de Estudos do Surrealismo, com o objectivo de divulgar e preservar o movimento surrealista português (artístico, literário e estético).

Em Julho de 1999, foram definidos e acertados os fundamentos, objectivos e estratégias no “Projecto do Centro de Estudos do Surrealismo – Fundação Cupertino de Miranda”.

No ano de 2002, prosseguiram os estudos e as diligências preliminares para a constituição do Centro de Estudos do Surrealismo, através de reuniões regulares com o Prof. Perfecto Cuadrado que, em Agosto desse ano, apresentou um fundamentado e muito completo documento de base para a sua constituição e um primeiro projecto de estatutos, iniciando assim uma colaboração mais intensa e regular com a Fundação que, mais tarde, o viria a encarregar da coordenação dos trabalhos necessários para a criação do Centro.
Em 2007 foi apresentado o projecto e maqueta de autoria dos Arquitectos Duarte Nuno Simões e Nuno Simões do edifício do Centro de Estudos do Surrealismo.