Horário: segunda a sexta-feira: 10.00h - 12.30h / 14.00h - 18.00h; sábados: 14.00h - 18.00h; encerra ao domingo
“Fernando Lemos - fotografia”
Inauguração a 27 de Novembro, às 18h30
NOTA DE IMPRENSA
O Universo da fotografia enriqueceu, quando Fernando Lemos
interessado pela actividade surrealista, participou em 1952 na exposição que
aconteceu na Casa Jalco, indecorosa e suscitadora de tanto escândalo, que pela
sua profundidade cunhou um marco na fotografia surrealista e no meio
intelectual da Lisboa de então. Nascido em 1926, em Lisboa, frequenta a Escola
de Artes Decorativa António Arroio nas matérias de Litografia e Pintura e ainda
o Curso Livre de Pintura da Sociedade Nacional de Belas-Artes. Aos 26 anos
parte para o Brasil, possuindo já um registo de imagens captadas pela sua
objectiva que o notabilizam como fotógrafo, e são reveladoras de uma
singularidade e autenticidade, da sua intervenção artística.
A sua actividade fotográfica deixa uma marca na história do
Surrealismo, e da fotografia em particular, merecedora de destaque, e em 2001,
do Prémio Nacional de Fotografia.
A Fundação Cupertino de Miranda, volvidos tantos anos, dedica-lhe
agora uma grande exposição, Fernando
Lemos – fotografia, onde serão expostas cerca de 140 fotografias e alguns
inéditos, trazendo-nos à memória as captações de uma objectiva que nos fazem
recuar mais de 50 anos e nos transportam para o imaginário estético da
fotografia surrealista. Um conjunto de imagens realizadas entre 1949 e 1952,
que desenham a vida do autor durante 4 anos e revelam a mestria no uso da
máquina fotográfica, capaz de recolher imagens, num determinado espaço de tempo
aprisionando olhares, rostos, corpos até sentimentos enclausurados que
continuam presentes e respiram a cada momento que um olhar toca a
fotografia.
Uma ponte entre passado e presente, entre o Brasil e
Portugal, territórios separados pelo Atlântico, agora unidos nesta mostra
proporcionada pela Fundação Cupertino de Miranda, onde serão visíveis ambientes
invocados por Fernando Lemos numa clara afirmação da essência do surreal e
reveladora da verdade do autor.
Comissários: Perfecto E. Cuadrado
António
Gonçalves
A exposição estará patente
até 26 de Fevereiro de 2010, no seguinte horário:
Segunda a
sexta-feira: 10h00-12h30, 14h00-18h00
Sábados, 1
Dez. ’09 e 16 Fev. ’10: 14h00-18h00
Encerra ao
domingo e nos dias 8, 24 e 25 Dez. ’09 e dia 1 Jan. ‘10